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| Peter Harskamp |
E talvez porque já não tivesse pressa
Nem ilusões desenhadas em expectativas aturdidas
Os sonhos ganharam contornos de realidade
E suas realizações
Ao alcance da mão.
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| Henry Matisse |
E quando se chega à determinada fase da existência, em geral quando percebemos mais claramente o que seja finitude, é quase involuntário apropriar-se da compreensão de que o futuro não passa deste presente. Há urgência de viver, olhar e sentir a vida. Uma pressa que não diz com as angústias juvenis.
M.J.
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| Fotografia: Elena Kalis |
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| Fotografia: JeanLoup Sieff |
Falo aqui aos héteros. Mas não apenas. Generosidade e gentileza são pressupostos para quaisquer relações a dois. Fato sem controvérsia. Porém quando o assunto é parceiro casual, coisa de macho e de fêmea, buscando-se apenas para o prazer da hora, a condição muda um pouco. Ou bem mais que um pouco, muda significativamente. Homens desavisados não prestam muita atenção. Sequer a própria mulher - e depois ainda reclamam. É que nesse negócio de sexo casual, quem escolhe é a mulher. Pois ela que baixa a guarda, abre espaço - abre as pernas, a boca, abre tudo. Ou fecha. E não tem conversa. Civilizadamente, não tem força física que mande neste terreno que apenas a vontade da mulher - que naquele instante deseja. Então que o homem, até levar a mulher pra cama, e mesmo depois de sair para fora dela, dê seu máximo em gentileza e elegância. Máximo mesmo - como demonstração da sabedoria mundana de que (quase)toda mulher, num clic apenas, atinge dos 20 aos 80 anos. É verdade que ninguém se pretende um objeto aos olhos e sentidos do outro. Mas também é verdade que, entre um amor e outro, e sem generalizações que excluam outras formas de conduta, a maioria não estará só. Logo, será hipocrisia pensar diferente. E por tudo isso, a nobreza de gestos do macho é o mínimo para fazer valer o desejo daquela fêmea. Saudável, moderna e equilibradamente bom para os dois.
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| Deusa Themis. Palácio da Justiça do Rio Grande do SuL. BR. Escultura em bronze do arquiteto Carlos Maximiliano Fayet - Fotografia: Flávio Tissot |
Juiz, para ser investido na carreira da magistratura, haveria de ter alma de poeta, de artista. Se não, que em algum momento tivesse conhecido a alma do povo.
[A deusa Themis sem venda, é o mesmo que dispensar o uso das sensibilidades para enxergar a realidade cidadã.]
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Fotografia: Bill Brandt |
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| Fotografia: Bill Brandt |