quarta-feira, 21 de novembro de 2012

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

De Augustes e Camilles




A Porta do Inferno - Auguste  Rodin
12 de  novembro de 2012, 172º aniversário de Rodin




Mergulharam tão profundamente na (in)sanidade do sentir,
que da proposta de reinventar o paraíso
construíram o inferno - salpicado de beijos e de sombras.








sábado, 10 de novembro de 2012

Mulheres que [me] cansam









Fotografia: Jordam Matter




Tá morrendo de quê, oh guria, de amor? Amor não mata. O que mata e consome é esta incapacidade de aceitar que tem dedo pobre pra escolha. E nem adiantou desenhar, pois via no outro -  qualquer outro, um outro qualquer - a razão de existir. 







sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Das formas










O melhor dos sonhos está em construí-los de uma forma tal 
que os ganhos da caminhada sejam, também,
a materialização do sonhado.






quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Pedintes





Arte: Ben Heine





Socorro
pede a vista embaralhada
por livros, processos e monitores
o cérebro
desejoso do ócio criativo
e músculos
atrofiados por cadeiras,
classes escolares, camas
Odeiam meu estado
Com razão
porque só_corro.







sábado, 20 de outubro de 2012

Sendo




Auguste Rodin - 1885



Se pudesse
me derramaria na tela/papel todos os dias
num diálogo entre nós duas
eu e aquela que sou
Sou, também, enquanto me vejo
depois da junção dos signos.










segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Tempos difíceis










Arte: Tommy Ingberg




Em tempos de eleições e de julgamento do caso chamado 'mensalão', mais cansativa se torna convivência com o senso comum. A ausência de crítica, ter nas notícias editadas e manipuladas fonte de informação, a intolerância generalizada fruto do desconhecimento e do comportamento cada vez mais individualista, não poderia mesmo ter outro resultado que aquele que se tem visto. Um aglomerado de ventríloquos e seu arcabouço de sínteses, fundamentadas numa novela chamada  Avenida Brasil. 










quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Propaganda eleitoral na mídia televisiva












Desigualdade de condições. Assisti pela primeira vez à propaganda eleitoral aqui de Porto Alegre relativa à eleição de 2012. Temos um 'Tiririca' e outros que tais concorrendo. Me ocorreu uma questão. 

A veiculação em TV e rádio da propaganda política para os cargos de vereadores, deputados e senadores se presta muito mais (ou apenas) ao voto de protesto ou voto a um rosto público do que à escolha de uma proposta propriamente. 

São segundos de informação, limitados a uma imagem e, quando muito, meia dúzia de palavras que sinalizam uma intenção de atuação, incapazes de revelar a proposta do candidato. 

No modelo que temos, a propaganda se presta unicamente para eleger figuras caricatas ou figuras públicas das mídias televisivas e radiofônicas (apresentadores de programas de TV e rádio, artistas em geral). Injusto, pra não dizer tacanho. 

Nem todas as localidades disponibilizam a mídia televisiva para seus candidatos.Então, por que nos grandes centros é diferente? 

A colheita tem sido a eleição de figuras públicas que se valem da máquina midiática para ingressar em uma área para qual não são vocacionados, mas que, antes, atende um interesse individual. [Ou, em alguns casos, há também interesses dos donos das mídias por trás?]

Mais que tardia a hora de rever a legislação a este respeito.






quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Fragmento















Sobre aquele escrito, quando o terminava, decidi que não tinha função dividir. Havia tanto nas entrelinhas e muito mais para além delas que, por surdo e cego, desisti.









sábado, 8 de setembro de 2012

Das obviedades








Fotografia: André Brito




Fazia-se notar pela presença diária. Cercava. Saltitava na volta com comentários articulados e inteligentes.  Ele notava, mas não a_notava em seu coração. 
[Como dito por um amigo certa vez, o encantamento ocorre nos primeiros cinco minutos. Se não, é qualquer outra coisa menos a concretização do desejo de quem desesperadamente tenta convencer. 

Até existem os que se rendam à insistência, conformados por atributos que creem possam reverter em paixão. Tenho cá comigo, porém, que contra a mornidão dos sentidos não há remédio.]